Portugal Wedding Photographer | Camila Bizzo
There’s one thing I never get tired of seeing: the couple completely lost in the moment, laughing with the people they love, fully present, not thinking about the camera.
Those unplanned, in-between moments are where the truth of a wedding lives. And that’s exactly where I want to be.
Let’s talk about your day?
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Há uma coisa que nunca me canso de ver: os noivos completamente esquecidos da câmera, a rir com quem amam, a viver o dia sem pensar em mais nada.
É nesses momentos, os espontâneos, os inesperados, os que ninguém planejou, que mora a verdade de um casamento. E é exatamente aí que eu quero estar.
Vamos conversar sobre o seu dia?
A minha relação com a fotografia começou em 2009, quando comprei a minha primeira câmara, uma Holga 120N analógica. Foi ela que me apresentou à lomografia, um estilo construído sobre a espontaneidade e a experimentação, com um único princípio: não penses, fotografa. Foi a melhor base que podia ter.
Em 2012 fiz a transição para o digital, mas nunca perdi esse instinto: a vontade de captar o que é real antes que o momento passe.
Antes de me dedicar inteiramente à fotografia, estudei realização em televisão e cinema. Essa formação ainda vive no meu trabalho, na forma como leio a luz, como construo uma narrativa visual, como observo antes de disparar. Acredito que as fotografias mais verdadeiras nascem da presença, não da performance. Interessa-me como as coisas se sentem, não como se supõe que devem parecer.
Estação favorita: Verão
Mês favorito: Abril
Filme: Cartas para Julieta
Série: This Is Us
Música: Chico Buarque, Gal Costa e muita música brasileira
Livros: Romance e Ficção
Cocktail: Moscow Mule
Comida: Pasta com uma taça de vinho branco
Lugar preferido: Calebito, uma sorveteria em Macaé – Rio de Janeiro – Brasil
Sou fotógrafa profissional desde 2019, mas foi em 2020 que percebi, de verdade, o peso de uma fotografia.
Fui criada pelos meus avós. Quando perdi o meu avô — a pessoa que mais me apoiou em tudo — o luto chegou como uma tempestade sem saída à vista. E foi então que me virei para o que ainda tinha: as memórias tangíveis. Procurei cada fotografia que existia dele. Revi cada vídeo só para ouvir a sua voz outra vez, para ver o seu sorriso, para sentir por um instante que ele ainda estava aqui.
É por isso que faço o que faço. Não são apenas os grandes momentos — são os pequenos, os que acontecem entre uma coisa e outra. A forma como alguém ri. Como te segura a mão. Como simplesmente existe no mundo. E a certeza de que não queres esquecer nada disso.